A ArvinMeritor entrega os certificados à primeira turma do Formare,
programa que ajuda adolescente de baixa renda a encontrar um rumo profissional.
A primeira turma do Formare na empresa de autopeças ArvinMeritor vai receber o
certificado de conclusão em fevereiro, depois de quase um ano de atividades na
fábrica de Osasco, SP. O curso, estruturado nos moldes do programa instituído
pela Fundação Iochpe, recebe vinte alunos, selecionados junto à comunidade.
“O Formare é um dos melhores exemplos da contribuição das empresas para a
comunidade em que atuam” – diz Marcos Valença, gerente de recursos humanos na
ArvinMeritor. A idéia é simples: as empresas estruturam uma escola para cursos
com duração de cerca de um ano, proporcionando aprendizagem profissional e
desenvolvendo a potencialidade de jovens de baixa renda para integrá-los à
comunidade.
O programa, que recorre a colaboradores voluntários para transmitir valores,
conhecimentos e experiências práticas, é reconhecido pelo Ministério da
Educação. A experiência mostra que a maioria dos alunos conclui cursos desse
gênero com uma nova visão de suas vidas e com a oferta de estágio e emprego.
Critérios de seleção
Há duas regras básicas para a escolha dos alunos: a família do candidato deve
ter renda de até meio salário mínimo por mês (R$ 175) para cada integrante. E
o jovem deve mostrar iniciativa própria, demonstrando que não está sendo
empurrado pela família para o Formare.
Os candidatos, depois de preencher uma ficha disponível na empresa, são
analisados segundo critérios do Formare e, aprovados na primeira etapa, devem
se submeter a uma prova escrita, com testes de múltipla escolha e redação.
“O objetivo é escolher pessoas que não têm outra oportunidade de crescimento e
ainda não chegaram ao mercado de trabalho” – explica Elza Aparecida Luglio,
assistente social e um dos coordenadores do Formare na ArvinMeritor.
O curso na ArvinMeritor dura nove meses, durante os quais os alunos recebem
alimentação, assistência média, vale transporte, uniforme e material escolar.
A remuneração é de R$ 175 mensais. Os alunos, de 15 a 17 anos, recebem aulas
teóricas e práticas, que levam muitas vezes à área da fábrica para um contato
maior com a realidade profissional.
Muitos desses jovens chegaram ao final do programa com objetivos claros e
ambiciosos. Mônica Aparecida Viana quer fazer engenharia de materiais. Bonfim
Custódio Dantas pretende ser administrador, especializado em finanças, coisa
que nem sonhava meses atrás. Luciano Souza de Oliveira vai estudar gestão
ambiental.
Iniciativa gratificante
Cada empresa organiza os cursos dentro dos moldes concebidos pela Fundação
Iochpe, que oferece suporte na implantação da escola e sua operação. Na
ArvinMeritor foram necessários pouco mais de seis meses para adequar o
programa e organizar o quadro de professores e coordenadores voluntários, a
maioria da própria empresa.
“O Formare mobiliza muitas pessoas e surpreende os dirigentes da empresa e os
voluntários, que acabam bastante gratificados com a experiência de contribuir
para a formação dos alunos, expandindo seus horizontes pessoais e
profissionais” – assegura Elza. Os próprios alunos são levados a desenvolver
sua sensibilidade para os problemas e necessidades da comunidade e assumem uma
postura pró-ativa em programas sociais.
Mônica Viana garante que aprendeu a trabalhar em equipe, aperfeiçoou seu
raciocínio lógico, capacidade de analisar informações e tornou-se consciente
de sua capacidade de aprender e avançar profissionalmente. “Aprendi também a
importância de ajudar outras pessoas” – diz.
Para empresas interessadas em organizar uma escola Formare, um caminho é falar
com a Cris Meinberg, na Fundação Iochpe, pelo telefone 11 3103-8072. O email
dela é cris@formare.org.br. Para entender melhor o Formare, acesse o site
www.formare.org.br.
Janeiro de 2006

Nas fotos, os alunos do primeiro grupo do Formare na ArvinMeritor, em Osasco,
SP.
Solicite fotos em alta resolução se necessário.
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