
O mercado de reposição representa R$ 10 bilhões por ano no Brasil. A frota de veículos, de 21 milhões de unidades, está em crescimento, mas a despesa que cada proprietário aplica em reposição vem caindo e se aproxima da média mundial de R$ 400 por veículo/ano.
Estes dados foram analisados durante o IV Encontro dos Distribuidores que a ArvinMeritor promoveu dia 11 de dezembro no Hotel Gran Meliá, em São Paulo. Estiveram presentes parceiros comerciais da empresa e convidados para palestras e painéis de debates, entre os quais Joelmir Beting, Letícia Costa, presidente da consultoria BAH - Booz, Allen & Hamilton, e Fred Carvalho, um dos editores da revista
AutoData.
"De todas as despesas realizadas durante a vida útil de um veículo, as montadoras conseguem absorver cerca de um terço. Os restantes dois terços são absorvidos pelos fornecedores de componentes e serviços independentes na área de reposição" - disse Letícia Costa, presidente da BAH.
Segmentar a atuação
Houve um consenso entre palestrantes e convidados para a convenção: a competição vai aumentar no segmento, diante do avanço das montadoras e suas concessionárias. Atuar em nichos pode ser um bom caminho para sobreviver no segmento, adotando como alvo um consumidor específico.
Segundo Letícia Costa, há quatro tipos diferentes de consumidores: os motivados por preços baixos; os que apreciam o bom relacionamento com quem oferece componentes e serviços; os que privilegiam a segurança na relação; e há aqueles que procuram um atendimento da melhor qualidade, independente do preço.
"Com as novas tecnologias automotivas, só sobreviverá no mercado quem se atualizar e estiver preparado para os novos tempos. Isso vale para os aplicadores, oficinas e centros automotivos, mas também para distribuidores e revendedores, que deverão conhecer cada vez mais de perto o mercado e seus clientes, segmentar sua atuação e aproveitar nichos para colocar seus produtos" - afirma Ângelo Morino, gerente geral da Unidade Mercado de Reposição da ArvinMeritor.
As opiniões se dividiram sobre o início da inspeção veicular. As apostas são maiores na inspeção voltada para emissões, promovidas pelos municípios.
Já a inspeção dirigida para a segurança do veículo, que será responsabilidade dos Estados, parece estar longe de um consenso, assim como um programa de renovação de
frota.
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